loading…

Renova SP

Ico-arrow_left Ico-arrow_right    

Perímetro de ação integrado Morro do S4

O objetivo essencial é propor o entendimento de que a habitação de interesse social não é um problema de quantidade, nem de custo, nem de tecnologia, o objetivo essencial é a construção da cidade.

Nossa proposta não trata da substituição total da condição pré-existente. O projeto consiste em um processo de restituição da urbanidade, onde o sentido da ação se manifesta através da intersecção ponderada de uma nova estrutura urbana com a estrutura pré-existente, configurando-se assim um novo território.

O objetivo é gerar uma nova centralidade estabelecida pela presença de atividades simultâneas (lazer verde, comércio, habitação), o que garante animação permanente, urbanidade e cidadania.


Hipótese: infiltração de urbanidade:

Estabelecer centros de adensamento, com conteúdo de valores *urbanos e cidadania que funcionam como estímulos à transformação.


1. Rupturas
O córrego se configura como uma barreira que divide o tecido urbano física e socialmente. Existem apenas duas conexões consolidadas e três conexões precárias em aproximadamente 5 km de extensão.


2. Áreas verdes remanescentes
As áreas públicas existentes na área de estudo, excluindo as áreas invadidas, representam apenas 1,5% da área total de intervenção.


3. Construções informais
Além de estarem situadas em áreas de risco, as construções existentes se caracterizam pela exclusão física e social, ruptura da estrutura urbana pública do entorno e ausência de infraestrutura de drenagem e saneamento geral.


4. Modelos de intervenções
O modelo de intervenções altamente reproduzido hoje em dia não estabelece condições urbanas de propagação da cidadania e reconstrói novas áreas de exclusão às avessas, também física e socialmente.

5. Continuidade
“Suturas” viárias estabelecerão continuidade; uma caraterística congênita da urbe.
Aumento de alternativas nos percursos.

6. Bolsões verdes
Pela remoção das áreas de risco e a canalização do córrego estamos propondo bolsões verdes junto às pontes urbanas com equipamentos de lazer, reforçando a intersecção da cidade com o córrego.

7. Remoções
Remoções das habitações estabelecidas nas áreas de risco e por razões explícitas de qualificação física urbana
Relocação das populações desalojadas, locação de novos edifícios de adensamento dentro do perímetro de intervenção.

8. Proposta física
Novas conexões por pontes e passarelas equipadas.
Estabelecimento de novos pontos de Identidade com uma nova escala e clareza indubitável na legibilidade urbana.
Edifícios habitacionais que desenham estes pontos como marcos de adensamento na paisagem urbana.


Infraestrutura: geografia transparente

A infraestrutura de drenagem das pluviais e córregos como marcas visíveis, de fácil legibilidade.

A avenida conjugada ao córrego torna-se um eixo equipado, com nova espacialidade, e que inclui: passeios, ciclovia, carros e iluminação pública diferenciada.


Infiltrações de urbanidade

Suturas na malha urbana nos pontos de ruptura reestabelecendo a continuidade e marcando-a com novos edifícios habitacionais e comerciais, pontos de identidade e integração, gerando uma nova centralidade resultante da superposição, combinação e simultaneidade de funções diversas.


Vazios urbanos e tipologias de complementação

Introdução de espaços livres no interior das quadras como pontos de referência que facilitam e dão sentido às vielas internas. Em consequência gera-se um aumento de interfaces público-privadas, o que constitui comprovadamente uma ação que estimula a cidadania.

Reconstrução das bordas com tipologias de complementação específicas para restituir os alinhamentos e dar sentido às vias, vielas e praças públicas, sem necessidade de remoção total.


Consonância histórica

As transformações urbanas foram, são e serão resultados visíveis quando existe uma coincidência de interesses públicos, políticos, técnicos e projetuais com os interesses da população, ou seja, quando o objetivo a ser atingido é preciso e operacionalmente unânime.


Projeto:
Manifestação Física de uma hipótese de transformação na escala urbana

_Partimos de uma hipótese de cidade. Não impomos um modelo preestabelecido. Geramos um modelo próprio criado sobre a observação que o lugar específico nos revela.

A geografia se configura como um grande vetor quase sempre invisível e torná-la visível é o principal exercício de projeto, pois a cidadania está irremediavelmente ligada à legibilidade da geografia e à infraestrutura pública._

Local:
São Paulo, São Paulo

Data:
2011

Cliente:
Prefeitura Municipal de São Paulo

Área de intervenção:
388ha

Concurso:
Concurso Nacional, 1º Prêmio

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Hector Vigliecca, Luciene Quel, Neli Shimizu, Ronald Werner, Caroline Bertoldi, Bianca Riotto, Rafael Alcântara, Luiz Marino, Pedro Ichimaru, Kelly Bozzato, Mayara Rocha, Hernani Paiva, Fernanda Trotti, Paulo Serra, Luci Maie, Renata Haring

just a font pre-loader...