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AUTE Complexo Social e Esportivo

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O Sindicato dos Funcionários da Administração de Usinas e Transmissões Elétricas/AUTE, teve a iniciativa de (utilizando-se do recurso de um concurso nacional) oferecer um equipamento cultural e esportivo para seus funcionários e respectivas famílias. Para isso, foi selecionado um terreno próximo ao local de trabalho e que se situa em uma zona urbana em transformação. Trata-se de uma área de depósitos portuários que recebe, com esse projeto, novos usos, buscando contribuir com o plano urbano proposto pela Prefeitura da cidade de Montevidéu. A perspectiva é a de qualificação da baía de La Plata.

Este concurso colocava um desafio central: as construções de valor histórico existentes no local não eram tombadas e a decisão acerca do que seria preservado ficaria a critério das propostas arquitetônicas.

Concentramos os diversos itens programáticos — centro cultural e esportivo, sede sindical e creche — em um bloco, junto à antiga central de geração de energia à carvão, liberando uma parcela significativa da gleba para a criação de áreas coletivas abertas e outra considerável para o uso público. Para isso, foi preservada a central elétrica e as estruturas do edifício existente no lote. No centro geométrico foi proposta uma praça pública, dotada de um núcleo de circulação vertical. Por ela, organiza-se o acesso aos diversos setores. Essa praça triangular — com geometria resultante do arremate perspectivo da rua que liga o conjunto à área portuária — permitiria uma conexão visual com o Rio de La Plata.


Convivência com o passado

A principal condicionante do projeto implicava considerar a reciclagem e a preservação de edifícios existentes (de caráter histórico, porém sem expressão
ou reconhecimento público): preservá-los integralmente significava sacrificar neces-sidades programáticas fundamentais; demoli-los, perder um patrimônio material
da cidade, ainda que sem significativa qualidade arquitetônica.

Optou-se pela preservação de elementos construtivos do edifício existente mantendo parte da estrutura metálica no interior do edifício novo, como uma arqueologia que se lê pela transparência.


O edifício e o entorno

A preservação parcial do edifício histórico, a estrutura viária existente (e potencial), além dos componentes de paisagem, foram referenciais para a estratégia de implantação.


Transparência

As transformações urbanas se fazem por sobreposições simultâneas; em cada nova estratégia para o futuro, manifesta-se — por “transparência” — a cidade do passado e do presente. Essa “transparência” significa a coexistência de uma multiplicidade de ideias no interior de cada trecho de cidade. Reduzir essa complexidade a opostos — a ideia de figura que se sobrepõe a um fundo — seria simplificador.

Neste projeto, buscou-se manifestar uma coexistência de tempos, lendo-se e valorizando-se as manifestações da história e os traços que lhe dão continuidade, as permanências e transformações, que determinam o compromisso das intervenções sobre a cidade.

Local:
Montevidéu, Uruguai

Data:
1995

Cliente:
Asociación de Empleados de UTE

Área de intervenção:
5.000 m²’

Área construída:
9.000 m²

Concurso:
Concurso internacional, 1º Prêmio

Arquitetura e Urbanismo:
Hector Vigliecca, Ruben Otero, Martha Kohen, Alvaro Gonzalez Posse, Antonio del Castillo, Diego Lopez de Haro, Lucia Ifrán

Colaboradores:
Alícia Wettstein, Ana Paula Leone, Beatriz Pimenta Corrêa, Emiliano Homrich Neves da Fontoura, Lígia Velloso Nobre, Luciene Quel, Pedro Gurbindo, Siméia Carvalho Pinto, Marco Vecchio, Eng. Gonzalo Pan, Eng. Gabriel Viñales

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