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Porto Olímpico

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A perspectiva do concurso para o Porto Olímpico era a de discutir propostas para as instalações de apoio aos jogos junto à área portuária da cidade do Rio de Janeiro, prevendo alojamentos para imprensa, árbitros, um hotel e um centro de convenções. Recomendava-se que os projetos considerassem o desdobramento de uma possível intervenção como essa no entorno imediato.

Avaliamos que os projetos urbano e de arquitetura podem ser capazes de implementar transformações e contribuir à vitalidade de áreas da cidade, principalmente numa escala como a colocada por este concurso. Entretanto, consideramos que projetos como esse não podem transformar as áreas de implantação em um enclave de isolamento.

A implantação se deu a partir de três situações programáticas e morfológicas: a área de habitação é uma delas, e corresponde à maior parcela, definida a partir da quadra de ocupação perimetral e das torres, que fazem a transição com o parque proposto. Aqui, as tipologias habitacionais foram concebidas como transformáveis após as Olimpíadas, para que se adaptassem às famílias e ao uso cotidiano.

A outra área, caracterizada como a de centralidade, abrigaria hotel, centro de convenções e todo o aparato administrativo de apoio ao evento, os equipamentos de exceção e de escala metropolitana.

Articulando as duas e vencendo as barreiras da Av. Francisco Bicalho e do Canal do Mangue, conectando as áreas habitacionais e criando urbanidade para a vida cotidiana, aparecem as estruturas de transposição: passarelas, praças, pátios, passeios, parques e espaços culturais, caracterizados como conectores urbanos e espaços públicos fortemente reconhecíveis e que articulariam diretamente os dois conjuntos propostos, compondo parte da estrutura de mobilidade e lazer de toda a região.

A proposta apresentada pode ser entendida como um motor de urbanidade para a região, partindo da combinação ponderada entre as escalas dos novos edifícios com o entorno construído existente, com a geografia e a paisagem características deste trecho da cidade, sugerindo equipamentos públicos que possam expandir seu uso para a requalificação de toda a área da Operação Urbana e seu entorno, com conexões legíveis e não excludentes.


Centro de convenções e espaço de exposições

O Centro de Convenções está concebido como ponto focal, de grande massa construída, para quem se dirige à Zona Sul desde o mar. Está integrado ao hotel e a ele se tem acesso pela praça, pela Av. Francisco Bicalho e pela passarela que transpõe o canal.


Vazio consistente: praça da centralidade

É o espaço urbano de uso público que reúne e integra as atividades das mais significativas funções desta intervenção e está dimensionado e interligado com a estrutura pública do entorno.

O nível da praça se desdobraria em três dimensões, abrigando locais de encontro, espetáculos ao ar livre, exposições, áreas de bares etc.


Interligação: uma nervura urbana

A passarela, concebida como uma nervura urbana, vincula os nós de conexão de pedestre da estrutura pública existente e proposta. Restabelece, como uma sutura, a conexão fraturada pela Av. Francisco Bicalho, articulando a rodoviária e o novo parque sobre a Rua Marechal Hermes, dando legibilidade à ligação entre a Praça da Centralidade e o parque da área residencial. Inclui, ainda, uma esteira rolante coberta, ciclovia, alargamentos, mirante e vegetação.


Moradias-Parque

Esta área está concebida sobre uma malha de 80 × 50 m com pátios internos de uso coletivo. A fachada para a Rua General Luiz Mendes de Moraes define-se como um eixo comercial e de serviços, que acontecem nos térreos dos edifícios. As novas torres de 90 m de altura estariam localizadas na intersecção da malha com o parque, construindo uma interface.

Toda essa área teria as unidades habitacionais transformadas para que se adaptassem às famílias moradoras futuras, após os eventos dos Jogos Olímpicos.


Vazio recreativo: um parque público

O parque público foi concebido como uma área verde com equipamentos de lazer.

No limite oeste, revelam-se as fachadas de fundo dos edifícios históricos da Rua Pedro Alves, possibilitando o estabelecimento de uma nova interface comercial com o parque, gerando animação e podendo ser referência na integração com o entorno.

Local:
Rio de Janeiro, RJ

Data:
2011

Cliente:
Prefeitura do Rio de Janeiro

Área de intervenção:
150.00 m²

Concurso:
Concurso Nacional

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Hector Vigliecca, Luciene Quel, Caroline Bertoldi, Ronald Werner, Neli Shimizu, Pedro Ichimaru, Kelly Bozzato, Bianca Riotto, Fernanda Trotti, Sergio Faraulo, Paulo Serra, Luci Maie

MAAM + studioparalelo
Aldo Lanzi, Andrés Gobba, Diogo Valls, Emiliano Etchegaray, Ken Sei Fong, Luciano Andrades, Martín Pronczuk, Matías Carballal, Mauricio López, Rochelle Castro, Santiago Saettone, Silvio Machado

Fotos:
Leonardo Finotti

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