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Espaço Barão do Rio Branco

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Em um concurso de ideias lançado pela Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro e pelo IAB/RJ, foi colocada como objeto de projeto uma área junto à Avenida Presidente Vargas, tendo como referência imediata o Palácio do Itamaraty e, próximos, o Palácio Duque de Caxias e a Praça da República.

O espaço livre, a ser qualificado, já abriga uma escola fundamental, que o ocupa parcialmente. Essa oportunidade, a partir do vazio, remetia a possibilidades múltiplas de projeto que poderiam, se articuladas às tramas presentes no tecido urbano, ganhar vigor e sentido. Estas tramas são identificáveis pela continuidade que geram, pela geometria ou pelo valor simbólico, que fazem com que a apropriação seja mais pelo sentido que pela imagem, aquele a que os espaços livres podem estar associados.

A história revela que os espaços públicos, uma vez estabelecidos, são os representantes máximos da permanência urbana, mudem (ou não) os usos à sua volta, e que hoje o determinam.

Reconhecemos, como marca do processo histórico de constituição do tecido urbano, importantes eixos que nos conduziram ao projeto.

As áreas livres — em sequência, junto à Avenida Presidente Vargas — articulam diferentes escalas: a do quarteirão, conformado pelas ruas Mal. Floriano, Visconde da Gávea e pela Av. Presidente Vargas, e a metropolitana, que faz frente ao Palácio Duque de Caxias e tem como continuidade o espaço livre da Praça da República.
Para a praça do quarteirão, como elemento estruturador do espaço livre, foi proposto um grande pergolado, o artifício de uma sombra, como uma peça que abriga possíveis apropriações e que pelo entrelaçamento (Gordon Cullen, 1993) sugere uma articulação entre a Rua Marechal Floriano e a Av. Presidente Vargas.


Frente Comercial

Reconhecemos a animação urbana de múltiplas funções da Rua Marechal Floriano e, como forma de enfatizar essa qualidade, propusemos um novo zoneamento, criando uma frente comercial sobre o lado leste da praça, de maneira a dar continuidade à galeria existente na Av. Presidente Vargas.


Remanso da Rua Marechal Floriano

Avaliamos que a praça, com uma de suas maiores dimensões voltada à Rua Marechal Floriano, poderia tangenciá-la de maneiras várias: espaço livre, vegetação em linha, sombra e escola. Uma possibilidade de percurso que passa ao largo ou adentra o espaço da pérgola, da arquibancada, dos jatos d’água, do estar.


Eixo do Palácio Itamaraty

O Palácio do Itamaraty é a principal referência construída que conforma uma das bordas da área livre. Hoje é um equipamento público, escritório de representação do Ministério das Relações Exteriores no Rio de Janeiro, abrigando acervos do Museu Histórico e Diplomático. A articulação da praça com o Palácio faz-se pelo percurso (uma pausa na linha verde do passeio da Rua Marechal Floriano) e pela criação de elementos (fontes de névoa seca) que reforçam aquela perspectiva, física e simbolicamente.


Abertura à escola

A escola municipal Rivadávia Corrêa, existente na quadra, demanda espaços de acesso, lazer e expansão. A proposta de substituição do muro lateral por um gradil móvel permitiria a integração do nível térreo da escola com a praça e o espaço de sombra do pergolado, criando uma possibilidade de usos múltiplos, em comum.


Arborização

Foi proposta a duplicação da linha de árvores no passeio da Rua Marechal Floriano, interrompida na entrada do Palácio Itamaraty. Na continuação da Rua Tomé de Souza foram especificadas árvores de porte médio, acentuando-se a massa de vegetação no encontro com a Avenida Presidente Vargas, qualificando a área interna que
a vegetação delimita.


Fluxos e Acessos

O desenho da praça foi concebido para que não fossem criados obstáculos aos fluxos de pedestres, possibilitando-lhes novas opções. De maneira a não obstruir tais fluxos, os acessos de veículos ao subsolo são dispostos em paralelo à Avenida Presidente Vargas e os de pedestres às garagens são feitos por um sistema independente, com três pontos de saída na praça.

Local:
Rio de Janeiro, RJ

Data:
1995

Cliente:
Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro

Concurso:
Concurso Nacional, 1º Prêmio

Área de intervenção:
5.370 m²

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Hector Vigliecca, Luciene Quel, Martha Kohen, Ruben Otero

Colaboradores:
Emiliano Homrich, Beatriz Corrêa, Leandro Medrano

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