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Grande Eixo de Beirute

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1. Legibilidade da malha urbana

Mobilidade urbana: A condição sine qua non da mobilidade urbana trata da pureza e da legibilidade do malha do espaço público, em termos de sua geometria, uso e hierarquia.

Transporte público: Coerência legível coincide com faixas exclusivas para transporte público. Essas vias podem ter um circuito circular unindo pequenos terminais e evitando a passagem de ônibus dentro da área central.

Estacionamentos: Localizados no subsolo mas pensados como uma duplicação do plano urbano, com múltiplos acessos evitando pontos de concentração de trânsito e com qualidades e tamanhos adequados à escala urbana.

Estrutura pedonal: Espaços de circulação exclusivo para pedestres, projetados com sua lógica própria, tirando vantagem da topografia e configurado uma estrutura independente do trânsito de veículos, conectando pontos de interesse histórico.


2. Visibilidade dos sítios arquelógicos

Conexão de áreas de valor histórico, estabelecendo uma estrutura visível na malha da cidade.

Na constituição da cidade os espaços arqueológicos devem ser marcas extremamente distinguíveis, que sejam considerados como pontos de inflexão na malha urbana. Estes espaços serão dimensionados com um valor espacial adequado à importância histórica que quase sempre extrapolam os limites funcionais do sítio arqueológico.

Áreas verdes: Complementos espaciais para a demarcação e a qualificação dos espaços públicos, estabelecendo a hierarquia e a escala no contexto urbano.

Iluminação: A iluminação coerente com a hierarquia monumental dos pontos de interesse consideram a intensidade e a cor para marcar a condição diferenciada em relação à iluminação geral da cidade.


3. O plano arqueológico como uma nova topografia determinante

A criação de um plano arqueológico estabelecido na cota +16m define um nível diferenciado, proposto para interceptar a topografia existente (o que nós chamamos de plano contemporâneo) obtendo naturalmente uma condição insuspeita de grande valor urbano.


4. A escala do espaço urbano em conexão com o mar

Na interface da área arqueológica foi proposto um alargamento e a reformulação e consolidação de suas bordas, qualificando e definindo com clareza este espaço histórico.

Este espaço irá conectar-se em continuidade através de uma grande praça com a frente marítima, a apoteose destes eventos urbanos conectados.


5. Aumento do potencial do solo urbano

A correta leitura da geografia local nos convida a estabelecer, principalmente na Praça dos Mártires, planos de múltiplos usos que aumentem o potencial do solo urbano como um grande nó suportando os fluxos e atividades variadas, transformando os arredores desta praça num local de contatos sociais, de extraordinário ambiente cultural e grande valor para o desenvolvimento imobiliário.


6. Definição espacial

A reformulação espacial da região, estabelecida no plano urbano, não considera a topografia (com inclinação constante de 3%), colocando em risco os esforços para estabelecer normas que consigam “dar forma à cidade”. Portanto foi montada uma proposta de acordo com as especificidades locais.

Nas ruas menores procurou-se uma escala mais adequada para os edifícios, permitindo melhores condições de insolação e ventilação, sempre orientada à qualificação dos espaços públicos.

Local:
Beirute, Líbano

Data:
2004

Cliente:
Solidere / Governo do Libano

Área de intervenção:
125.000 m²

Concurso:
Concurso Internacional

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Hector Vigliecca, Luciene Quel, Ruben Otero, Ronald Werner, Lilian Hun, Ana Carolina Penna, Gabriel Farias, Neli Shimizu, Bia Barquinero, Paulo de Arruda Serra, Luci Tomoko Maie

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