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As condições de uso necessárias ao programa e um território urbano não consolidado sem referências imediatas, definem um partido que opta por uma resposta pragmática da realidade, gerando seu próprio contexto como uma “autofagia”, dentro de um recorte definido de território, segmentando este mesmo território com tal clareza que o resultado seja um essência estrutural indubitável.


Território Construído

O Território Construído está compartimentado em várias densidades de acordo com o uso e a característica do compartimento. A área de maior densidade define a interface essencial, esta interface materializada em dois planos envidraçados orientados às melhores vistas e coincidentemente à melhor insolação.


Estratégias de organização horizontal

1. Contêiner das áreas nobres;

2. Estrutura intermediária de circulações, sanitários e técnica;

3. Contêiner das áreas de apoio administrativo.


Estratégias de organização vertical

1. Diretoria administrativa

2. Diretoria científica

3. Conselho e presidência


Espaços livres e verdes

A construção de um “capão da mata” nos remete, conceitualmente a uma categoria de intervenções criação de paisagens “naturais” em contraposição aos espaços construídos urbanos.

Frederick Law Olmsted, em seu relatório de apresentação do projeto de Central park, justifica a sua implantação “para a formação de uma categoria oposta de condições saneadoras das influências urbanas. Duas classes de melhoramentos deverão ser planejadas com este propósito: uma dirigida a assegurar o ar puro e integral para atuar sobre os pulmões; outra, para atuar como paliativo, por impressões na mente e estimulando a imaginação.”

Em uma macro escala, temos um exemplo brasileiro com a “construção” da Floresta da Tijuca, em sítio totalmente devastado pelo plantio do café, após a sua erradicação, dotando o Rio de Janeiro de elemento paisagístico de extraordinária importância.

A penetração a este “capão da mata” é feito em dois momentos, através de passarelas que, saindo em pontos diferente, do nível do primeiro pavimento, atingem o seu "core"em suas extremidades. Um terceiro acesso, restrito porém, é permitido através de prolongamento do Hall, em deck metálico, vazado, deixando emergir os troncos das árvores. Tem-se assim, a percepção de todo o espaço, sem no entanto penetrá-lo.

Local:
São Paulo, SP

Data:
1997

Cliente:
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

Área de intervenção:
24.500 m²

Área construída:
17.300 m²

Concurso:
Concurso Nacional, 1º Prêmio

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Hector Vigliecca, Luciene Quel, João Batista, Arturo Villaamil, Lilian Hun, Fábio Galvão, Mirelle Scholz

Paisagismo:
Rosa Kliass

Estrutura:
Jorge Kurkdjian

Conforto Ambiental:
Anésia Barros

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