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Parque Olímpico

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O concurso para o Parque Olímpico, Rio 2016, tendo como uma das áreas a Barra da Tijuca, colocou como questão, além da exigência dos equipamentos esportivos, a necessidade de um Plano Geral Urbanístico que pudesse orientar a ocupação da área, considerando-se as ações públicas e privadas.

Elaborar diretrizes de ocupação para o trecho do autódromo de Jacarepaguá, que será desativado, significou pensar em sua transformação ao longo do tempo histórico. O que aquela região pode abrigar no evento olímpico, no momento da celebração, e em que vai se transformar, pós-evento, para o desfrute cotidiano.

O Plano Geral Urbanístico, objeto deste Concurso Público Internacional, deveria ser o instrumento definidor da ocupação da área, estabelecendo-se princípios de um “bairro sustentável”, constituindo-se “um dos principais legados urbanísticos dos Jogos 2016 para o Rio de Janeiro”.

O edifício Olímpia, ponto de partida de toda estrutura espacial da proposta, materializa-se na tangência com a infraestrutura preexistente e delimita uma nova referência, quase insular. De potente valor simbólico, como um ícone de grande visibilidade, abrigaria as principais áreas esportivas fechadas, incorporaria os dois grandes edifícios existentes (Arena Olímpica e Centro Aquático) e promoveria a fluidez das circulações internas e externas, ao mesmo tempo em que demarcaria o impacto urbano sobre a Avenida Abelardo Bueno, incorporando-o. As áreas de circulação de público são generosas e teriam clara conectividade com o restante do parque olímpico.

A estrutura nova, que surge como referência a partir do edifício Olímpia, é a de um delta fluvial: a área vazia demandava uma estrutura matriz, uma morfologia. A ideia do delta, com irregularidade da trama, ficaria como uma alusão aos suportes naturais devastados.

Essa trama irregular seria interceptada por vias lineares e transversais. Esses dois layers sobrepostos é que conformariam o substrato urbano da implantação.

Circundando tudo, uma via perimetral e, a partir dela, “braços” que se lançam à Lagoa de Jacarepaguá, com vegetação de restinga, portos, parque, decks e ponte para pedestres.


Da celebração efêmera ao desfrute do cotidiano

O espaço concebido para um evento de exceção (e um grande evento) precisa considerar o porvir quando do término dos jogos olímpicos. Dessa maneira, a ocupação, as densidades, os programas, são pensados considerando-se, no mínimo, esses dois momentos: o da exceção e o do cotidiano. O “mosaico” que se propõe como matriz é a estrutura que sustentará a ocupação futura.


O edifício Olímpia

O edifício Olímpia conforma uma interface entre muitas ideias: a da trama existente e a nova; entre a escala da cidade e a do evento olímpico; entre os programas existentes e os novos; entre o presente e o futuro. Nas suas duas pontas são integrados dois terminais de transporte público, a leste e a oeste, junto à Avenida Abelardo Bueno.


Perspectivas futuras

Quando do término do evento, um cenário futuro que se apresenta é o do preenchimento dos “veios do delta”: entre as vias estruturadoras, surgem as novas ruas propostas, e o que era parque e vegetação poderá ser ocupado por áreas habitacionais, de serviços e comércio. Os hotéis e o shopping center, já presentes no edifício Olímpia, ajudarão a equipar essas transformações e as novas densidades.

Local:
Rio de Janeiro, RJ

Data:
2011

Cliente:
Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro

Área de intervenção:
1.180.000 m²

Concurso:
Concurso internacional

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Hector Vigliecca, Luciene Quel, Thomas Sprechmann, António José Barroso, Marcelo Danza, Jorge Tuset Souto, Ronald Werner, Caroline Bertoldi, Neli Shimizu, Bianca Riotto, Fernanda Trotti, Kelly Bozzato, Pedro Ichimaru, Sérgio Faraulo, Aysegul Alayat, Paulo Serra, Luci Maie

Sprechman-Danza-Tuset
Thomas Sprechman, Marcelo Danza, Jorge Tuset

Consultoria:
Jacinto Constanzo Junior, Heloisa Proença

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