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Assembleia Legislativa RS

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O Concurso Público Nacional de Arquitetura para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul/ALERGS, colocou aos participantes a necessidade de um plano de ocupação para o conjunto de espaços que compõem o complexo; um estudo preliminar para o pavimento tipo do Palácio Farroupilha e a inserção de novos edifícios, que comporiam, com programas complementares, o conjunto.

Nossa perspectiva de trabalho, frente ao solicitado, foi a de não agregar novas arquiteturas, que se sobrepusessem às existentes, mas sim desdobrá-las, ocupando as frestas sugeridas pela realidade física. Essa perspectiva concentrou-se, prioritariamente, na valorização solidária do entorno e na redefinição precisa dos espaços público e coletivo.

As soluções expostas não representam uma arquitetura definitiva, mas uma indução para as ações de transformação.

O domínio previsto para intervenção restringia-se aos vazios presentes na área. O que se considerou, entretanto, foi a massa construída que compõe o complexo e, com ela, articularam-se os espaços propostos. Dessa maneira, inverteu-se as opções de crescimento em altura para os edifícios novos, sugeridas como possibilidade pelas bases do concurso.

Foram propostos dois edifícios de pequeno porte que se “encaixam” em duas situações da área: um junto à Rua Riachuelo e outro à Praça do Solar dos Câmara, com acesso pela Rua Duque de Caxias. Estes dois blocos participam de uma estratégia mais ampla que recompõe a frontalidade da rua, articula programas e cotas altimétricas, escava subsolos para recriar acessos e conexões e ajusta a estrutura espacial do Palácio Farroupilha às novas necessidades.

O Anexo 3 preenche uma fresta junto à Rua Riachuelo e incorpora o espaço lateral aberto e o pergolado, que se configura como um grande hall integrando o conjunto e marcando o acesso do público ao Plenarinho. O pavimento desse pátio se apresenta como prolongamento do passeio público externo, ou seja, uma extensão natural da cidade. A fachada seria completada, desde a rua, com uma parede cega em continuidade com a fachada histórica do Arquivo.

Já o Anexo 1, existente, seria substituído por um edifício que, além de integrar a volumetria do entorno, definiria uma nova frente (fachada), emoldurando o espaço verde aberto da área central da intervenção (a Praça do Solar dos Câmara). Enquanto o Anexo 3 é concebido como uma “subtração”, o 1 emerge acrescentando massa construída homogênea, pelo fechamento com chapas perfuradas e venezianas de alumínio, massa essa acrescida ao conjunto disforme de edifícios, produzidos ao longo do tempo histórico. O Anexo 3 (Rua Riachuelo) teria a mesma altura do edifício do Arquivo Público Estadual; o Anexo 1 compõe a Praça do Solar dos Câmara.

Essa praça de valor histórico é que daria unidade ao conjunto, estabelecendo ainda um contraponto, pela escala, com a Praça Marechal Deodoro (Praça da Matriz). O espaço verde central à quadra funcionaria como articulador de cotas do conjunto de edifícios: por meio dele articulam-se os Anexos e o Palácio.

Para o Palácio Farroupilha foram propostos, entre outras reformulações, ajustes na circulação vertical, aumento do número de gabinetes, área de convívio e articulação com os anexos a partir da praça interna.

Os subsolos criados, ou reestruturados, colocam não apenas a duplicação da capacidade de vagas como também novas articulações e a reorganização dos acessos.

Local:
Porto Alegre, RS

Data:
2009

Cliente:
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul

Concurso:
Concurso Nacional, 1º Prêmio

Área de intervenção:
25.800 m²

Área construída:
16.200 m²

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Hector Vigliecca, Luciene Quel, Ronald Werner, Caroline Bertoldi, Neli Shimizu, Fabio Pittas, Kelly Bozzato, Pedro Ichimaru, Thaísa Fróes, Aline Ollertz, Paulo Serra, Luci Maie

Consultoria de Paisagismo:
Rodolfo Ricardo Geiser, Christiane Ribeiro dos Santos

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