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RenovaSP - Ribeirão dos Perus

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O projeto para Ribeirão dos Perus, no concurso Renova SP, se localizava em área periférica da cidade, junto ao futuro traçado do Rodoanel. As novas habitações substituíam as existentes em áreas de risco, entendidas como áreas inadequadas para construções por se apoiarem nas camadas superficiais do solo.

As áreas de remoções respondem principalmente às áreas necessárias para as operações da obra do Rodoanel, às áreas de habitação sobre solos com risco geológico e às áreas necessárias para a reconversão urbana e locação dos novos conjuntos habitacionais.


Recuperação verde

A linha demarcada pelo Rodoanel se configura neste caso como uma fronteira física e de controle da extensão urbana sobre uma área de preservação, que deve ser recuperada nas partes onde já foi ocupada informalmente. A oeste do Rodoanel, estebelece-se um parque linear público, equipamento de lazer que desenha o limite da malha urbana.


Novas áreas habitacionais

Nosso raciocínio não busca uma arquitetura contextual em que os projetos imitam as estruturas resultantes da miséria como um paradigma a ser promovido. Os produtos da pobreza não são nossos modelos de trabalho. As novas construções tentam ser solidárias ao entorno, conferindo um valor de dualidade positiva ao conjunto, evitando áreas de exclusão dentro da exclusão.


Estrutura viária pública

Uma estrutura viária será antes de tudo legível, uma condição básica que contribui na formação do conceito de cidadania. Evitam-se ruas sem saída e com ausência de sentido, estabelecendo-se uma hierarquia marcada pelo tratamento de arborização e iluminação idênticas e diferenciação de pavimentação em função da sua hierarquia.


Três considerações: um projeto

O projeto não é a consequência de índices, nem apenas uma observância às legislações, nem o “espelho” de uma diretriz de diagnóstico. A proposta pode ser até oposta em relação aos resultados esperados, pois tenta dar um salto interpretativo que não parte dos dados, parte de um questionamento deles. Portanto, entendemos o projeto como um instrumento científico de invenção de propostas, pois este não é necessariamente uma resposta a um problema e sim uma interpretação do mesmo.

A habitação não é hoje um problema que demande experimentos estéticos ou inovações estilísticas, é um problema urbano, da civitas ou polis, quer dizer de cidadania e político. Necessitamos mais arquitetura, mas, sobretudo, necessitamos mais cidade.

Urbanizar e dar sentido a uma ação de projeto aponta a objetivos precisos e utiliza o desenho como materialização destes objetivos. Esta é a essência que é de responsabilidade estrita e precisa do urbanista, que precede qualquer outra decisão política e de engenharia.


Áreas de provisão: territórios de ensaio

Consideramos este projeto um verdadeiro território de ensaio para explorar nossa nova cultura urbanística, cuja metodologia surge da própria leitura difícil e intrincada da estrutura urbana de São Paulo.


Construir a cidade

Consideramos o problema da habitação de interesse social como um problema de interesse urbano, ou seja, de como construímos a cidade – habitação não é um problema de construção ou quantidade.


Individualismo X solidariedade

Consideramos que a inserção sobre um território urbano consolidado deve ser feita de modo a não estigmatizar seus habitantes. Volumetrias, coloração e escala não devem fazer da nova obra um objeto estranho ao local.


Os espaços da interface

Nos conjuntos de alta densidade de habitação coletiva se torna necessária a existência de espaços condominiais de lazer e com vegetação na escala apropriada, atuando como interface direta e transparente com os espaços públicos.


Geografia evidenciada

A geografia urbana existente tem presença fundamental nas estratégias que configuram o projeto: vistas, declives, planos e continuidade de percursos são a matéria prima consubstanciada ao projeto.

Local:
São Paulo, SP

Data:
2011

Cliente:
Prefeitura de São Paulo

Concurso:
Concurso Nacional, Menção honrosa

Área de intervenção:
735.712 m²

Unidades habitacionais:
1.445 unidades, 4 tipologias

Densidade do entorno:
33,5 hab/ha

Densidade do projeto:
78,5 hab/ha

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Héctor Vigliecca, Luciene Quel, Ronald Werner, Neli Shimizu, Caroline Bertoldi, Bianca Riotto, Fernanda Trotti, Hernani Paiva, Kelly Bozzato, Luiz Marino, Mayara Rocha, Pedro Ichimaru, Rafael Alcântara, Renata Haring, Paulo Serra, Luci Maie

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