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Faculdade de Medicina da USP

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Foi proposto, em 1998, um concurso público nacional de anteprojetos realizado pela Fundação Faculdade de Medicina, pelo Condephaat e pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, para a apresentação de um Plano Diretor e de restauração e ampliação da Faculdade de Medicina da USP.

Além do edifício projetado pelo escritório Ramos de Azevedo e tombado em 1981 pelo Condephaat, eram objeto de discussão os demais blocos e o espaço livre do campus.
Considerando o texto de Carlo Aymonino, “O significado das cidades” (1984), a aproximação ao tema deu-se com a perspectiva da mudança na forma urbana pela presença e transformação do monumento: “este encadeamento dialético que permuta a passagem da referência de um monumento em si para a cidade como monumento é a raiz do significado das cidades” (p.11). Considerando essa interface, trabalhamos a ideia de possibilitar, ao campus e às suas edificações, uma interação mais urbana.

Trazer a dimensão do monumento à escala da cidade significou, nesta proposta, criar e tangenciar estruturas públicas: junto à Rua Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, uma praça amplia as calçadas e reforça uma frontalidade do edifício da Faculdade de Medicina. Além disso, seria possível transpor a quadra a partir da Av. Dr. Arnaldo até a Rua Dr. Enéas e articular os dois acessos à estação Clínicas do metrô, presentes nessas vias. Essa articulação teria como ponto central uma “fenda” criada no interior da quadra, em cota inferior.

Como diretriz, foram definidas ações no sentido da introdução de elementos novos (inserção), da transformação do existente (por aporte ou exclusão) e da preservação, com perspectivas de se valorizar as marcas do tempo histórico e retardar sua deterioração.


Situação dos fluxos

A circulação pelo interior da quadra, de articulação entre os diversos blocos, acontecia, no momento do concurso, de maneira imprecisa, definida pelos acessos e pelo espaço residual. As circulações propostas definem-se claramente pelo percurso de conexão externa e de distribuição aos blocos. Esses fluxos e acessos são valorizados como componentes estruturadores do espaço, não mais conformando as áreas residuais do construído. Ganham importância e dimensão física: uma fenda no território distingue-se com precisão da cota do térreo.


Ações de projeto

A ação de projeto seria estruturada no sentido de recuperar os espaços livres, residuais, com a valorização dos pontos de interface entre as ruas e introdução de duas estruturas — transversal e longitudinal —, cada qual com uma intenção: a de conectar o campus com espaços públicos e a de viabilizar a atualização programática
e técnica necessárias à Escola de Medicina.


Infraestrutura técnica

Uma estrutura modulada, de grande transparência e flexibilidade de uso, foi introduzida com a perspectiva de complementar, a partir das demandas novas (e mutantes), o conjunto de edifícios existentes.

Mais que acrescentar novas arquiteturas, a proposta sugere articulações e uma estrutura de apoio, suporte, que se acople às construções existentes, atualizando-as.

Local:
São Paulo, SP

Data:
1998

Cliente:
Fundação Faculdade de Medicina / Secretaria da Cultura do Estado / Condephaat

Concurso:
Concurso Nacional

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Hector Vigliecca, Luciene Quel, Mário Biselli

Colaboradores:
Cristiana Rodrigues

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