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Jardim Nazaré

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Além de se tratar de uma área de risco – a ocupação acentuou a impermeabilização do solo –, o Jardim Nazaré apresentava um dos principais problemas de assentamentos irregulares: a exclusão urbana.

O projeto consiste em intersectar uma nova malha de conexões que potencialize a mobilidade e a integração social das áreas. Essas conexões são marcadas urbanamente com novas arquiteturas com usos residenciais e comerciais, além de escadas e praças arborizadas no percurso. Esse novo traçado interconecta pontos em ruptura da malha existente.

Uma nova centralidade surge no centro do Jardim Nazaré, resultado de uma combinação de calha aberta e tubulação da drenagem do córrego existente. Essa área arborizada e com equipamentos de lazer passivo e ativo se configura como um eixo onde seus dois extremos se encontram: o centro de reunião social e centro cultural com a reabilitação da sede da fazenda.

A arquitetura proposta para substituir as remoções indicadas está constituída por blocos que se implantam escalonadamente, lendo a declividade natural do solo. Os blocos estão separados pelas escadas em espaços vazados, rompendo assim a sensação de bloco contínuo, no entanto sem romper a definição das vielas como espaços públicos de conexão e em continuidade com a malha existente.

Nos térreos, se prevê o uso de atividades comerciais em todo o percurso. As unidades habitacionais previstas têm 60 m², com dois dormitórios, sendo as habitações térreas possíveis de ampliação por meio de edículas. As alturas máximas previstas não superam os 8 m, estabelecendo assim uma volumetria amigável com as casas existentes.

Foi adotado um modelo de drenagem misto: a vazão permanente do córrego que provem da nascente é dimensionada de acordo com as chuvas. Deste modo, teremos um córrego de água limpa e, para atender as demandas das chuvas eventuais, a água passa através de extravasores a uma canalização subterrânea paralela. A calha superficial tem paredes e fundo drenantes a fim de proporcionar umidade necessária para a vegetação proposta. Essa decisão tem por objetivo valorizar e qualificar inequivocamente o espaço público por meio de um recurso escasso: um córrego de água limpa que estará sob controle da população, já que ela se encontra na área de intervenção.

Local:
Jardim Nazaré, São Paulo-SP

Data:
2004-2008

Cliente:
SEHA-SP / Programa PAT-Pró Sanear

Área de intervenção:
103.150,5 m²

Área construída:
8.315,9 m²

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Héctor Vigliecca, Luciene Quel, Ruben Otero, Ronald Werner, Neli Shimizu, Thaísa Fróes, Adda Ungaretti, Ignácio Errandonea, Jorge Gerônimo Del Castillo, Camilla Dibaco, Pedro Guglielmi, Fábio Pittas, Paulo Serra, Luci Maie

Infraestrutura e Trabalho Social:
Hagaplan
Elisangela Andréia do Canto, Monica dos Santos Dolce Ulzum, Tereza Mieko Moromizato, José Ângelo Figueiredo, Álvaro Velloso de Oliveira, Marcelo Eduardo Porém, Marco Antonio da Costa e Silva, Sérgio Murari Ludemann, José Marcos de Moura Lemes, Daniela Desidera, Maria Luiza Medina Mathias,

Estrutura:
CAT Engenharia

Instalações elétricas:
Norberto Nery

Instalações Hidráulicas:
Daneplan

Sistema Viário:
SETEC Engenharia

Unidades habitacionais:
144 unidades, 2 tipologias, 50,5 m²

Densidade do entorno:
153,6 hab/ha

Densidade do projeto:
315,5 hab/ha

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