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Complexo do Ibirapuera

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1ª ação: Recolocação Urbana

Recolocar urbanisticamente o conjunto, devolvendo para a cidade de São Paulo um espaço de identidade e hirarquia inequívoca. Estabelecemos este desafio como base fundamental de nossa proposta.


2ª ação: Manutenção das propostas arquitetônicas que representam a cultura das décadas de 1960-70

Manter apenas a essência dos desenhos originais e entrelaçá-los equilibradamente com as novas exigências programáticas sem necessidade de acrescentar outras arqutieturas. recondicionar as superestruturas existentes às novas modalidades físicas e de instalações ponderando criteriosamente as demolições e novas construções.


3ª ação: Eliminação dos espaços residuais, que criam rupturas e áreas perdidas

Transformar todos os espaços residuais ou negativos em espaços positivos, dando sentido a todo conjunto sem solução de continuidade, permitindo associações, novas associações, novas áreas cobertas, e potencialidades formais insuspeitas.


4ª ação: Remanejar os usos e sua ocupação atual de modo racional, atendendo todas atualizações solicitadas

Concentrar, classificar e concatenar as atividades propostas com hierarquia e identidade em relação ao conjunto, resultando em espaços corretamente dimensionados, iluminados com possibilidade de acrescentar conforto ambiental e ler com clareza os acessos e seus controles.


5ª ação: Estabelecer sistema de comunicação visual e de marketing sem deturpar o conjunto arquitetônico

Predispor em lugares estratégicos uma multiplicidade de tipos de comunicação, sistemas de alta flexibilidade que normalizada, satisfaça todas as necessidades técnicas para que as formas de comunicação mais sofisticadas possam ser implementadas.


6ª ação: Melhorar a acessibilidade, coerente com o desafio da nova recolocação urbana e aumentar a capacidade de estacionamentos

Redesenho da geometria e dos fluxos viários de modo a expandir a área de pedestres denominada Praça de Eventos, incorporando a ilha viária Arq. Ícaro de Castro Mello, hoje um espaço sem uso específico e criando uma conexão subterrânea com a Praça Carlos Gardel. Uma garagem subterrânea com 733 vagas de automóveis conectada a vários pontos da rede viária para facilitar os acessos ao estacionamento do subsolo, minimizando pontos de congestionamento.

São previstos pontos de parada do transporte público e táxis, com a geometria viária devidamente dimensionada para não interromper os fluxos de trânsito das vias adjacentes.


7ª ação: Manter e aumentar a arborização de porte, para condicionar ambientalmente a área

Manter, através de diversos recursos de arquitetura, as árvores de porte existente eliminando todas as áreas gramadas (substituídas por caixas de brita para a correta drenagem pluvial) e acrescentar novas espécies apropriadas aos novos espaços que não impeçam o desenvolvimento dos mais diversos.


8ª ação: Estabelecer as interfaces com os espaços públicos de modo compatível com o seu uso e principalmente com independência

Todas as funções do conjunto poderão estar em atividade simultaneamente sem impactos nem cruzamentos que inviabilizem os eventos, e cada setor poderá ser autônomo, assim como, quando conveniente, poderá ter a facilidade de estabelecer relações de interdependência com alternativas de conexão e circulações claras e simples.


9ª ação: Executar as obras por setores, com economia de meios e outras ampliações

A essência da proposta arquitetônica consiste em preencher os interstícios, dando a estes espaços, valores espaciais novos a partir de um aumento de área construída (multiplicamos por 3 a área do solo), através de estruturas simples em concreto armado ou aço, totalmente modulado e fechando os vãos com placas pré-fabricadas (que incluam os acabamentos), a fim de facilitar sua construção por etapas e facilitar modificações futuras.

Uma possível negociação!

Possibilidade de conseguir um acordo com o exército para anexar uma faixa de área contígua ao projeto proposto, em troca do uso das instalações esportivas e estacionamento que poderá ter acesso direto pelo condomínio residencial dos militares. Esta possibilidade trará grandes vantagens ao conjunto urbano como um todo.

Como se exemplifica no esquema, modificando a geometria da divisa ganharíamos uma área de 8.000m², que significará uma área útil total de aproximadamente 24.000m².

A incorporação das modalidades abaixo elevaria o status do complexo a um centro de excelência inigualável no Brasil.

Local:
São Paulo, SP

Data:
2003-2006

Cliente:
Governo do Estado de São Paulo

Concurso:
Concurso Nacional, 1º Prêmio

Área de intervenção:
96.000 m²

Arquitetura e Urbanismo:
VIGLIECCA&ASSOC
Hector Vigliecca, Luciene Quel, Ruben Otero, Lilian Hun, Ana Carolina Penna, Ronald Werner, Mario Echigo, André Luque, Virginia Mondon, Maíra Carrilho, Fábio de Bem, Indiana Martelli, Paulo Serra, Luci Maie

Consultor:
João Kiyoshi Otuki

Estrutura:
Kurkdjian Fruchtengarten

Instalações:
GRAU

Acústica:
Acústica&Sônica

Orçamento:
Tríade

Artista Plástico:
Jorge Casteran

Renderizações:
Henrique Blutaumüller, Fernando de Lima

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